Dias, esses teus quatorze anos encomodam
Dias, esses teus cabelos brancos
Padrasto, que é Deus, penitência
Pai, que sou Eu, passo a mão
Embalado no colo, meu filho
Marca o tempo em que não sou bom
Padrasto, que é Deus, vira herói
Pai, que sou Eu, lobo mau.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
A roupa invisível do rei
Minha mente brinca de enfeitar
Desconchavos com plumas e paetês
Brinca de passar baton
Na boca do verbo ser
Sisma de dançar sem par
Sisma de andar a pé
Teima feito um animal que amor se vê.
Desconchavos com plumas e paetês
Brinca de passar baton
Na boca do verbo ser
Sisma de dançar sem par
Sisma de andar a pé
Teima feito um animal que amor se vê.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Avarandado
A praia
Enfrente a minha varanda
Anda
Anda e nem me olha
A onda que quebra em mim
Molha-me
Molha-me e nem com ela
No quiproquó da arrebentação
Eu nado
Nado. Afogo. Nado.
E meu romance nada.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
100°
Metodicamente, o ponto de ebulição é no assalto em que se enfrentam o que eu quero e o que o outro quer.
Daí pra frente tudo é sangue ou cicatriz.
Daí pra frente tudo é sangue ou cicatriz.
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